COMPORTAMENTO E INSTITUIÇÕES

Visual ‘rockstar’ de novo chefe da PF em SC provoca debate sobre regras internas

Durante posse em Florianópolis, diretor-geral da Polícia Federal sinaliza revisão da exigência de cabelo curto na Academia Nacional

Por Redação AU Publicado em 22/01/2026 20:38 - Atualizado em 23/01/2026 17:26

O delegado Edson Geraldo de Souza assumiu nesta quinta-feira (22) o cargo de superintendente regional da Polícia Federal em Santa Catarina e chamou atenção não apenas pelo currículo marcado por operações de relevância nacional, mas também pelo visual de cabelos longos, pouco comum nos cargos de comando da corporação.

Foto: PF/Divulgação/

Durante a cerimônia de posse, realizada em Florianópolis, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, destacou publicamente o estilo do novo superintendente e revelou que o tema motivou discussões internas sobre normas tradicionais da instituição, especialmente aquelas aplicadas aos alunos da Academia Nacional de Polícia.

Segundo Rodrigues, o visual de Edson de Souza foi citado em debates recentes sobre a exigência de cabelo curto, raspado ou padronizado nos editais de formação. “Os seus cabelos, doutor Edson, fazem a gente refletir. Não tem sentido obrigar o nosso aluno a um padrão que não guarda relação com a qualidade do profissional”, afirmou o diretor-geral.

Ao concluir, Rodrigues defendeu uma visão mais ampla sobre o perfil dos agentes federais, destacando que características físicas não devem ser critérios centrais na formação ou seleção. “O tamanho do cabelo, da barba, da altura ou da largura não é o mais importante. O que importa é o compromisso, a dedicação e aquilo que a pessoa entrega para a instituição”, disse.

A fala foi interpretada como um sinal de possível mudança nas regras internas da PF, abrindo espaço para maior flexibilidade nos padrões estéticos, sem prejuízo à disciplina e ao profissionalismo exigidos pela carreira policial.

A posse de Edson Geraldo de Souza, portanto, marcou não apenas uma troca de comando na superintendência catarinense, mas também reacendeu o debate sobre modernização institucional, identidade profissional e atualização de costumes históricos dentro da Polícia Federal.

Em 20 anos de carreira, delegado e agora, superintendente, chefiou operações de relevância nacional como Sevandija, Concierge e "Follow the money".  Entre as conquistas da carreira, o policial chefiou a Operação Concierge, que desarticulou um esquema bilionário de fraudes em transações digitais por “fintechs” não autorizadas pelo Bacen.

O papel do superintendente é fortalecer as diretrizes estratégicas da Polícia Federal no estado, com foco no combate ao crime organizado, ocultação de capitais, crimes financeiros, à corrupção, aos crimes ambientais e ao tráfico de drogas e armas.

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