ANS define reajuste de 5,11% para planos de saúde

O índice é o menor autorizado pela agência nos últimos 25 anos, desconsiderando apenas o período excepcional da pandemia, quando houve redução nos valores cobrados.

Por Redação/Agência Brasil Publicado em há 2 horas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) uma notícia que traz alívio para milhões de brasileiros: os planos de saúde individuais e familiares terão reajuste máximo de 5,11% em 2026. O índice é o menor autorizado pela agência nos últimos 25 anos, desconsiderando apenas o período excepcional da pandemia, quando houve redução nos valores cobrados.

A decisão impacta diretamente cerca de 7,7 milhões de consumidores que possuem planos individuais no país — contratos firmados diretamente entre o cliente e a operadora. Em um cenário de alta no custo de vida, inflação e pressão no orçamento das famílias, a medida surge como um respiro importante para quem depende da assistência médica privada para cuidar da saúde e da segurança da família.

Crédito: Arquivo/Agência Brasil )

Nos últimos anos, os reajustes foram significativamente mais altos. Em 2022, por exemplo, o aumento chegou a 15,5%. Desde então, os índices vêm desacelerando: 9,63% em 2023, 6,91% em 2024, 6,06% em 2025 e agora 5,11% em 2026 — consolidando uma tendência de redução no ritmo dos aumentos.

O reajuste vale para contratos assinados a partir de 1º de janeiro de 1999 e só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato, ou seja, na data em que o plano foi contratado. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ocorrer em julho ou, no máximo, agosto, com retroatividade ao mês correspondente.

Segundo a ANS, os cálculos foram realizados pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos e passaram por validação do Ministério da Fazenda antes da aprovação final da Diretoria Colegiada da agência. Agora, a decisão segue para publicação no Diário Oficial da União.

Já os planos empresariais e coletivos continuam com reajustes definidos por negociação entre empresas contratantes e operadoras. Ainda assim, um levantamento divulgado pela própria ANS apontou que esses contratos registraram variação média de 9,9% nos primeiros meses de 2026 — a menor alta dos últimos cinco anos.

Para milhões de famílias brasileiras, o anúncio representa mais do que um número. Significa previsibilidade, possibilidade de manter o plano ativo e maior tranquilidade para continuar garantindo acesso à saúde em um momento em que cada centavo faz diferença no orçamento.