ECONOMIA

Carne bovina deve ficar mais cara no Brasil até o fim do ano, apontam analistas

Redução no abate de bovinos, demanda aquecida e mudanças nas exportações para a China devem pressionar os preços nos próximos meses.

Por Redação AU Publicado em há 5 horas

A carne bovina deve continuar pesando no bolso dos brasileiros até o final do ano. Embora o Brasil tenha esgotado a cota anual de exportação para a China com tarifa reduzida, especialistas avaliam que isso não resultará em maior oferta no mercado interno. A expectativa é justamente a oposta: os preços tendem a subir no último trimestre de 2026.

A China, principal destino da carne bovina brasileira, estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com tarifa de importação de 12%. Após esse limite ser atingido, a alíquota sobe para 55%, tornando as exportações menos competitivas. Mesmo assim, os frigoríficos reduziram o ritmo de abate de bovinos, diminuindo a produção de carne e impedindo um aumento da oferta no mercado nacional.

Outro fator que deve influenciar os preços é a renovação da cota chinesa em janeiro. Como o transporte marítimo entre Brasil e China leva cerca de 40 dias, os frigoríficos tendem a direcionar a produção do fim do ano para atender à demanda do mercado asiático no início de 2027. Paralelamente, o consumo interno cresce tradicionalmente durante as festas de fim de ano, ampliando a pressão sobre os preços.

De acordo com Larissa Alvarez, analista de inteligência de mercado da StoneX, as cotas adotadas pela China alteraram a dinâmica do mercado do boi no Brasil. Com menor oferta de animais para abate e demanda firme, o cenário indica que a carne bovina deverá permanecer em patamares elevados nos supermercados nos próximos meses.

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