ECONOMIA

Governo estuda linha de crédito para compra de motos por entregadores de aplicativos

Proposta defendida por Lula pode ser lançada ainda em junho e busca ampliar o acesso de trabalhadores de plataformas digitais a veículos próprios.

Por Redação AU/Assessoria Publicado em há 10 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende lançar uma nova linha de crédito destinada à compra de motocicletas por entregadores de aplicativos. A proposta, batizada de “Move Motos”, foi discutida nesta semana em reunião entre o presidente e integrantes da equipe econômica, que agora trabalham na definição dos detalhes do programa.

A iniciativa foi confirmada pela ministra Miriam Belchior durante reunião ministerial. Segundo ela, o financiamento seguirá lógica semelhante à linha de crédito já anunciada para motoristas de aplicativos e taxistas. A expectativa do governo é apresentar o modelo final nas próximas semanas para viabilizar o lançamento ainda neste mês de junho.

Os valores, taxas de juros e critérios de acesso ainda estão em discussão, mas a tendência é que os financiamentos sejam menores do que os oferecidos aos motoristas. A avaliação do governo é que um crédito entre R$ 10 mil e R$ 20 mil seria suficiente para a compra de uma motocicleta, inclusive modelos elétricos. A proposta prevê limitar o benefício a uma aquisição por CPF.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Brasil possuía 1,7 milhão de trabalhadores atuando por plataformas digitais em 2024. Desse total, cerca de 485 mil eram entregadores por aplicativos. O projeto envolve os ministérios da Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência.

A nova linha integra um conjunto de programas de crédito subsidiado lançados pelo governo federal para diferentes segmentos da economia. Nas últimas semanas, o Executivo disponibilizou mais de R$ 107 bilhões em financiamentos para áreas como habitação, transporte e atividade produtiva. Enquanto aliados do governo afirmam que as medidas têm como objetivo estimular a economia e apoiar trabalhadores endividados, críticos apontam que os programas ampliam os subsídios públicos em um período que antecede as eleições de 2026.

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