Governo tem déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro

O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro.

Por Agencia Brasil Publicado em há 10 horas

O Governo Central registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, pressionado por gastos com o programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo. Apesar do resultado negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025 e o desempenho ficou acima das expectativas do mercado.

O resultado reflete aumento tanto das receitas, impulsionadas pela arrecadação, quanto das despesas, especialmente com Previdência, pessoal e programas sociais. No acumulado do ano, porém, o governo ainda mantém superávit, graças ao saldo positivo de janeiro.

Em fevereiro, o resultado negativo foi influenciado por receitas menores do que os gastos totais do governo.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Principais números do mês:

  • déficit primário: R$ 30,046 bilhões;
  • receita líquida: R$ 157,8 bilhões (+5,6% acima da inflação);
  • despesas totais: R$ 187,7 bilhões (+3,1% acima da inflação);
  • diferença em relação a 2025: melhora frente a déficit maior no ano anterior.

A arrecadação cresceu em termos reais, ou seja, acima da inflação. Na prática, isso significa que o governo conseguiu arrecadar mais, mas ainda não o suficiente para cobrir todos os gastos.

Entre os destaques:

  • alta na arrecadação de tributos como Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • crescimento das contribuições para a Previdência Social, refletindo o aumento do emprego formal. 

Esses dois fatores ajudaram a compensar a queda em receitas não administradas, como dividendos de estatais.

Os gastos também aumentaram, pressionando o resultado final. O avanço das despesas está ligado tanto a políticas públicas quanto ao aumento no número de beneficiários e reajustes salariais.

Principais altas:

  • educação: R$ 3,4 bilhões a mais (programa Pé-de-Meia);
  • saúde: R$ 1,4 bilhão a mais;
  • pessoal: R$ 2,2 bilhões a mais (reajustes a servidores);
  • previdência: R$ 1,7 bilhão a mais.