ECONOMIA

Mercado eleva previsão da inflação e reduz expectativa de queda dos juros no Brasil

Pressão nos preços segue preocupando analistas, enquanto projeções para a Selic aumentam e crescimento da economia tem leve melhora

Por Redação AU Publicado em 08/06/2026 14:23 - Atualizado em 08/06/2026 16:06

O mercado financeiro voltou a elevar a previsão para a inflação brasileira em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a estimativa passou de 5,09% para 5,11%, marcando a 13ª semana consecutiva de alta nas projeções. A expectativa para 2027 também subiu levemente, de 4,02% para 4,03%, permanecendo acima da meta central de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Petróleo pressiona preços

Entre os fatores que explicam a revisão das estimativas está a alta do preço internacional do petróleo, impulsionada pelas tensões e conflitos no Oriente Médio. O aumento da cotação do combustível impacta diretamente os custos de transporte e produção, refletindo na inflação brasileira e pressionando os preços ao consumidor.

Juros devem cair menos

Com a inflação persistente, os economistas passaram a prever uma redução menor da taxa básica de juros nos próximos anos. A projeção para a Selic no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,5% ao ano. Para 2027, a expectativa avançou de 11,25% para 11,5%. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,5% ao ano, um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para conter a inflação.

PIB tem leve melhora

As projeções para o crescimento da economia apresentaram pequena revisão positiva. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,9% para 1,91%. Já para 2027, a previsão permaneceu estável em 1,7%, indicando um cenário de crescimento moderado nos próximos anos.

Dólar tem estimativa reduzida

Em relação ao câmbio, o mercado financeiro reduziu ligeiramente as projeções para a cotação do dólar. A expectativa para o fechamento deste ano caiu de R$ 5,16 para R$ 5,15. Para 2027, a previsão recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20 por dólar, refletindo uma perspectiva de maior estabilidade cambial no médio prazo.

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