NR-1: STF suspende multas e abre prazo para acordo sobre saúde mental no trabalho
Decisão interrompe temporariamente as penalidades relacionadas às novas regras e coloca no centro do debate um desafio cada vez mais urgente: proteger a saúde mental sem criar insegurança para as empresas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu, por 90 dias, as multas pelo descumprimento das regras de saúde mental previstas na nova redação da NR-1. A medida, determinada em 25 de junho, busca abrir espaço para uma negociação entre governo e empresas.

A atualização da norma passou a incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Entre os fatores considerados estão assédio moral, metas abusivas, sobrecarga e outras situações que podem comprometer a saúde mental dos trabalhadores.
A decisão do STF não elimina a necessidade de proteção à saúde dos empregados. O objetivo é tornar as regras mais claras e objetivas, diante das dificuldades apontadas pelas empresas para aplicar a regulamentação. Para o ministro André Mendonça, o acordo deverá superar a atual falta de clareza sem reduzir a proteção dos direitos fundamentais.
🔎 Na prática, a decisão pode ter impacto direto na rotina de empresas e trabalhadores. O período de suspensão será decisivo para definir como as novas exigências deverão ser aplicadas e fiscalizadas daqui para frente.